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terça-feira, 11 de novembro de 2008
Cristovam celebra adoção de sistema seriado pela USP
Um negro... presidente
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Cristovam apóia 14º para docentes

O senador Cristovam Buarque ( P DT - DF) retorna ao Brasil neste fim de semana munido de excelentes argumentos para defender a melhoria da educação no país. Ele está em visita a Oslo, capital da Noruega, e Helsinque, na Finlândia, para conhecer os sistemas educacionais e afirma: “comprovei que dão certo, principalmente na qualificação dos professores”. Esse foi um dos motivos que o levaram a aprovar a criação do Bônus de Desempenho Escolar no Distrito Federal. O 14º salário será pago a professores e funcionários da rede pública de ensino que cumprirem metas de desempenho.
Já o Sindicato dos Professores do DF (Sinpro), que é contrário ao incentivo, recebe as críticas do parlamentar. “Não entendo a razão do sindicato. Só se o governador (José Roberto Arruda) colocasse uns professores contra os outros”, argumenta o senador. “O bônus vai aumentar a qualidade da educação no DF. Se todos que melhorarem no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) receberem o incentivo, não se trata de uma concorrência, mas de bom resultado”, completa Buarque. O sistema educacional da Finlândia é considerado o melhor do mundo por vários motivos. Mas dois se salientam: o currículo, que inclui ensino de música, de artes e duas línguas estrangeiras, e a formação dos docentes. “Quem quer fazer concurso público para professor na Finlândia tem que estar entre os 10% melhores na faculdade”, explica o senador. Briga, mesmo, Buarque terá, na semana que vem, com o governo federal. A notícia de
que o Ministério do Planejamento estaria tentando retardar a tramitação da proposta de emenda à Constituição(PEC) que trata do fim da Desvinculação dos Recursos da União (DRU) para as áreas de educação e saúde, tirou o senador pedetista do sério. Ele afirma estar sendo traído pelo governo, pois, no ano passado, aceitou votar a favor da prorrogação da CPMF, se a DRU não fosse prorrogada.
Desvinculação
A DRU é um mecanismo que permite ao governo federal usar 20% de impostos e contribuições sem precisar justificar a destinação dos recursos. Os parlamentares de oposição lutam pelo seu fim por entender que, com isso, os 18% que, por lei, são destinados à educação e à saúde, acabam calculados somente sobre 80% do total arrecadado. “Uma atitude dessas é uma burrice. Pode-se tirar dinheiro de qualquer coisa, menos da educação. Estados Unidos e países da Europa vão se recuperar mais depressa da crise porque têm bons níveis educacionais. A Índia está muito melhor do que o Brasil, lançando uma nave para o espaço. Trinta anos atrás, o Brasil estava na frente da Índia em programas espaciais, mas hoje eles nem existem”, alfineta o senador brasiliense. “Se o governo conseguiu R$ 23 bilhões para colocar nos bancos, mais R$ 7 bilhões para comprar dólares, agora vai tirar R$ 2 bilhões da educação?”
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Análise da crise financeira

segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Inaugurada escola Leonel de Moura Brizola em Alvorada/RS

Fonte: Ascom/PDT
sábado, 11 de outubro de 2008
Sem História

Deixaram-nos um país sem moeda, viciado na inflação; entregaremos um país com um razoável compromisso com a estabilidade monetária. Recebemos um país que desprezava a natureza; devolvemos um que descobriu o meio ambiente.Mas a Constituição é corporativa, defende interesses de grupos, não necessariamente da pátria e do povo. Não demos os passos necessários para transformar a economia manufatureira em uma capaz de produzir os bens que caracterizam a indústria do conhecimento do século XXI. Não fomos capazes de tomar as medidas necessárias para criar e implantar uma economia que proteja o meio ambiente. Não fizemos a revolução capaz de incorporar efetiva e eficientemente nossa população pobre na participação e nos direitos da modernidade. Não derrubamos o muro que divide nosso país em dois, nem o muro que nos separa dos países desenvolvidos. E responderemos por um enorme retrocesso no nível de consciência e mobilização social.Estamos entregando aos jovens um país estancado no debate de idéias, desmobilizado na defesa dos interesses da nossa soberania, sem sonhos para o futuro nem memória política. É certo que esse vazio de idéias é fruto, entre outros, da queda do muro de Berlim e do surgimento do pensamento neoliberal único.Mas foi sobretudo o rumo seguido nesses últimos anos por políticos conservadores, perplexos diante da adoção de suas idéias pelas forças que deveriam trazer alternativas, e também o pensamento único assumido por forças progressistas que, uma vez no poder, renegaram suas idéias e adotaram as que antes criticavam. Tomamos a democracia, a eleição direta, a constituinte como panacéia para a construção do futuro. O corporativismo individualista que corroeu o sentimento de pátria e de longo prazo também é responsável pelo vazio ideológico, e limita sua luta às reivindicações imediatistas de alguns grupos. Essas são as causas do retrocesso criado pelas esquerdas que assumiram o poder desde Itamar, passando por FHC e pelo governo Lula, sem discurso alternativo para um mundo de crise ecológica, vulnerabilidade internacional e divisão social crescente. Com habilidade para aglutinar todas as forças políticas, capacidade de adaptação e simpatia carismática, além do pragmatismo, o governo Lula acabou suspendendo o debate. Os sindicatos estão paralisados, os intelectuais calados, os estudantes catatônicos, os movimentos sociais estancados, os partidos misturados, os militantes empregados e a mídia prisioneira dos escândalos.A campanha de 2008 é um exemplo. Os partidos estão misturados em composições diferentes de uma cidade para outra, sem a menor cerimônia entre antigos adversários, todos “igualmente iguais”, sem cor, sem dentes, sem projetos diferenciados. Não há sinal de idéias. As bandeiras nem ao menos indicam os partidos, apenas o número do candidato e raramente seu nome.O resultado desse retrocesso político-ideológico levará anos para ser corrigido. Os partidos parecem clubes eleitorais, reunindo candidatos sem sonhos coletivos, sem idéias de futuro. Somente a conveniência, para aumentar o tempo de televisão.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Crise não afeta emprego neste ano, diz Lupi
P ara o ministro do Trabalho, C arlos Lupi, a crise financeira não deverá afetar a criação
de vagas neste ano, quando o Brasil deve abrir mais de 2 milhões de postos de trabalho.
Leia trechos de entrevista. (CR e FF)
FOLHA - O ministério reviu os números de criação de vagas no ano?
CARLOS LUPI - Não. A previsão inicial, feita no final de 2007, era criarmos neste ano
mais de 1,8 milhão de vagas. Como o mercado se comportou melhor do que
esperávamos, nossa previsão é que serão criadas mais de 2 milhões de vagas formais,
um recorde.
FOLHA - Alguns economistas dizem que haverá reflexo no emprego...
LUPI - Há muito "chutômetro". Todos os economistas acham que podem prever o futuro.
Quem é mais capacitado para prever futuro é o astrólogo, o pai-de-santo. A avaliação tem
de ser feita em cima de números. A crise dos EUA já tem um ano. Naquela época,
grandes economistas analisaram que, no Brasil, cairiam produção, emprego e
crescimento em 2008. Nesses nove meses, as respostas foram ao contrário. O Brasil
continua gerando mais vagas do que em 2007 e o PIB crescerá mais neste ano.
FOLHA - A crise não afeta o país?
LUPI - Essa especulação em cima do dólar só favorece o país responsável pela crise. É
um paradoxo. Com a valorização da moeda americana, valorizam-se os títulos
americanos. Quem está ganhando com a crise foi quem gerou a crise (...). Ninguém está
imune à especulação. Duas empresas brasileiras perderam milhões de dólares, por
exemplo, por especulação. Mas nosso sistema financeiro tem linha de crédito
completamente diferente do da Europa e dos EUA. Aqui, o BC está agindo para colocar
mais recursos na economia e tentar imunizar o sistema [financeiro]. Como há muitas
empresas exportadoras, que dependem de capital externo, pode haver contaminação de
pequena parte.
FOLHA - O emprego nessas empresas não pode ser atingindo?
LUPI - Se tiver [impacto], será muito pequeno, e somente no segundo semestre [de 2009].
Os setores afetados dependem muito da atuação do BC, da política de exportação e da
captação de investimentos. Se o BC criar mais linhas de crédito que possam substituir a
dependência de financiamentos externos, o impacto na geração do emprego é próximo de
zero.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Deveres com a Educação

Documento Reservado - Projeto do senador Cristovam Buarque (PDT/DF) propõe responsabilizar o prefeito que descumprir deveres de natureza educacional, tais como o oferecimento de vagas nas escolas municipais para todas as crianças entre quatro e 17 anos e de curso de alfabetização a maiores de 15 anos. Pelo projeto (PLS 540/07-Complementar), serão também punidos, de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/00), os gestores municipais que deixarem de assegurar nas escolas condições de higiene e conforto e todas as condições que assegurem o bom aprendizado, bem como deixarem de cumprir seus compromissos com os professores da rede pública em relação a salários e formação.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Magno em São Lourenço

Não visitava São Lourenço da Mata havia tempo. Embora charmosa e localizada numa área estratégica da Região Metropolitana, distante apenas 22 km do Recife, continua, infelizmente, sendo apenas cidade-dormitório da capital. Isso se acentuou depois dos anos 80, especialmente após o município perder a usina Tiúma, uma das maiores geradoras de emprego e renda da região.
Por incrível que pareça a vizinhança com a capital ao invés de beneficiar, o que era um processo natural, tem prejudicado o município. Num ritmo frenético, outras empresas foram abandonando a cidade, como o caso da Fiat-Lux e a metalúrgica Pernote, o que desempregou muita gente.
Hoje, as duas grandes empresas do município, como a Purina e a Kargil, que no passado empregaram muita gente, vivem apenas da distribuição de ração e não da produção, o que reduziu os postos de trabalho. Talvez a maior empresa do município, hoje, seja a Mec-Tronic, que produz interruptores, que emprega mais ou menos 350 pessoas diretamente.
Apesar disso, São Lourenço vive da fama de ser a maior área nativa de pau Brasil do País. Aliás, na entrada da cidade há uma placa com os dizeres: “Bem-vindo a capital nacional do pau Brasil”. A cidade se orgulha, ainda, de ter no distrito de Matriz da Luz, a 2 km do centro, a segunda mais antiga igreja Católica do País. Está em terras do município, também, a barragem de Tapacurá, que abastece a cidade do Recife.
Minha palestra foi na Câmara de Vereadores. Atendi a convite do presidente da Casa, Adalberto Legal, uma figura simpática e que está brigando pelo direito de disputar à reeleição, porque o PSDB, o seu partido, não incluiu o seu nome na relação dos candidatos homologados em convenção. Falei por mais de três horas para um plenário quase lotado, formado por vereadores, empresários, radialistas e até o delegado do município, Cláudio Borba Filho.
Ao final, como faço em todas as ocasiões, sorteei 10 camisas do blog com a platéia. Minha próxima parada é a cidade de Surubim, mas antes devo passar por Limoeiro, Bom Jardim e João Alfredo. As fotos são de autoria de Júnior Finfa.
terça-feira, 17 de junho de 2008
TSE quer divulgar lista sujaExpectativa é limitar a atuação de políticos “fichados”

“A Justiça Eleitoral tem o dever de informar o eleitor sobre a personalidade e a vida pregressa dos candidatos, e o eleitor tem o direito de ser informado”, disse o ministro, ao receber do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral - formado pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e outras 36 entidades - um projeto de lei complementar de iniciativa popular que será enviado ao Congresso e tem como objetivo impedir a candidatura de políticos condenados por crimes graves. “A abordagem agora é outra. Não é mais a vida pregressa como condição de elegibilidade. Mas o TSE cumprindo seu dever de informar o eleitor sobre esse passivo do candidato”, afirmou o presidente do TSE.
A estratégia do ministro é buscar uma alternativa para limitar a participação eleitoral de políticos “fichados”, já que, na semana passada, o próprio TSE manteve o entendimento, por 4 votos a 3, de que os registros eleitorais devem ser aprovados, a menos que os candidatos tenham sido condenados sem mais opção de recorrer. Naquela ocasião, os ministros responderam a uma consulta do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) da Paraíba. O resultado serve agora como referência para os demais tribunais regionais do país.
De um modo geral, prevaleceu a tese de que a Lei Complementar 64 limita a inelegibilidade de políticos à condenação criminal, com sentença transitada em julgado (sem possibilidade de recurso) por prática de crime contra a economia popular, a fé pública, a administração pública, o patrimônio público, o mercado financeiro, pelo tráfico de entorpecentes e por crimes eleitorais, pelo prazo de três anos, após o cumprimento da pena.
terça-feira, 10 de junho de 2008
PEC dos Vereadores não terá prioridade na pauta

terça-feira, 27 de maio de 2008
TSE voltará a discutir proibição de registro de candidatos processados
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Prefeitura de S. Lourenço nega informações à Câmara
A Prefeitura de São Lourenço da Mata continua negando à Câmara de Vereadores do município pedidos de informações sobre assuntos referentes à atual administração. Dessa forma, o Executivo municipal fere os princípios básicos da Constituição Federal e o Capítulo III da Lei Orgânica do Município.
De acordo com Capitulo III da Lei Orgânica de São Lourenço da Mata, a fiscalização financeira e orçamentária do município será exercida mediante controle externo e interno. Cabe ainda a este Capítulo um parágrafo único que relata: Ficam assegurados o exame e apreciação das contas do município durante 60 dias, anualmente, por qualquer contribuinte que poderá questionar-lhes a legitimidade na forma da lei.
Os pedidos, negados neste mês pela secretária municipal de Administração, Cristina Porfírio, e pelo prefeito Tito José Pereira de Oliveira, solicitavam informações sobre a situação financeira do Fundo Próprio de Previdência Municipal, sobre a venda da folha de pagamento dos servidores, empréstimo consignado, arrecadação secundária e folha de pagamento dos fornecedores, além da listagem oficial dos funcionários pertencentes ao quadro da Prefeitura, contendo Nome, cargo e salário.
Nesta segunda-feira (26), o caso foi encaminhado ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas da União.
Fonte: Blog do Magno
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Aumenta número de vereadores: PE ganha mais 428
Os partidos políticos podem se preparar para reunir mais candidatos do que imaginavam para as próximas eleições municipais. Os líderes partidários fecharam acordo e devem votar nesta semana proposta de emenda à Constituição 333/2004, que redefine o número de vereadores por municípios, a chamada PEC dos Vereadores. A proposta é polêmica porque aumenta em mais de 7 mil o número de vereadores e reduz em R$ 1,2 bilhão por ano os recursos que todas as prefeituras têm que repassar para os órgãos legislativos municipais. Segundo projeções do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam), o Nordeste será a segunda Região com o maior aumento de vereadores, perdendo apenas para o Sudeste. Se a proposta for aprovada, dos nove estados nordestinos, a Bahia é quem ganha mais reforço, com 754 novos vereadores, seguida de Pernambuco, com 428, e do Ceará com 424. O Maranhão terá 375 vereadores a mais, Algoas 152, Paraíba 146, Piauí 115, Rio Grande do Norte 108 e Sergipe 101.
(Da Agência Nordeste)
Fonte; Blog do Magno
terça-feira, 20 de maio de 2008
TSE divulga novas regras
As regras que disciplinam a propaganda eleitoral gratuita estão na Resolução 22.718/08 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Uma das novidades trazidas pela Lei 11.300/06 (minirreforma eleitoral) é a divisão de dois terços do tempo da propaganda de acordo com o número de deputados federais eleitos em 2006. Até o último pleito, a divisão levava em conta a representação de cada partido na Câmara dos Deputados quando do início da legislatura em curso, considerando o número de deputados que tomaram posse naquela data.
Dentre outras mudanças, está a Resolução 22.718/08, que institui que serão veiculados dois blocos diários de 30 minutos no rádio e na televisão. Um terço desse tempo, dez minutos, é dividido de forma igualitária entre todos os candidatos. Os outros dois terços, que totalizam 20 minutos, serão divididos conforme a quantidade de deputados federais eleitos em 2006. Se houver coligação, somam-se os deputados eleitos de cada partido que a compõe.
Segundo o TSE, a divisão do tempo de cada eleição (prefeito e vereador) será feita pelo juiz eleitoral de cada município, que vai se reunir, a partir de 8 de julho, com os partidos políticos e os representantes das emissoras de rádio e televisão para elaborar o plano de mídia.
Nordeste pode ganhar 2,6 mil novos vereadores
Márcio Vinícius - Agência Nordeste
BRASÍLIA - Os partidos políticos podem se preparar para reunir mais candidatos do que imaginavam para as próximas eleições municipais. Os líderes partidários fecharam acordo e devem votar nesta semana Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 333/2004, que redefine o número de vereadores por municípios - a chamada PEC dos Vereadores. A proposta é polêmica porque aumenta em mais de sete mil o número de vereadores e reduz em R$ 1,2 bilhão por ano os recursos que todas as prefeituras têm que repassar para os órgãos legislativos municipais. A PEC propõe que o número de vereadores seja restabelecido de acordo com faixas populacionais. Ao todo, são 24 categorias, que de acordo com os deputados, vai estabelecer uma distribuição proporcional entre os municípios. Para a menor faixa (de até 15 mil habitantes), a Câmara poderá ter no máximo nove vereadores. A maior faixa é de 55 vereadores para os municípios com mais de oito milhões de pessoas. Para se ter uma idéia, hoje, há municípios de dois mil ou três mil habitantes com nove vereadores, e outros com 100 mil habitantes com apenas dez. Segundo projeções do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam), o Nordeste será a segunda região com o maior aumento de vereadores, perdendo apenas para o Sudeste. Se a proposta for aprovada, serão pelo menos 723 cadeiras a mais na Região Norte (17,2%); 2.649 novas vagas no Sudeste (16,7%) ; 2.603 novos vereadores no Nordeste (15,7%). As regiões Sul e Centro-Oeste, pelos cálculos do Ibam, terão aumento abaixo da média nacional (14,7%), ampliando as vagas em 10,9%: 1.198 cadeiras a mais no Sul e 466 no Centro-Oeste.
Dos nove estados nordestinos, a Bahia é quem ganha mais reforço, com 754 novos vereadores, seguida de Pernambuco, com 428, e do Ceará com 424. O Maranhão terá 375 vereadores a mais, Algoas 152, Paraíba 146, Piauí 115, Rio Grande do Norte 108 e Sergipe 101.
Fonte: Folha de Pernambuco - 20 de maio de 2008
terça-feira, 13 de maio de 2008
Só é inelegível quem for condenado
Com base na lei atual, só é inelegível quem for condenado e não puder mais recorrer
Atual presidente do TSE, Marco Aurélio Mello diz que deferir essas candidaturas é preço “módico” para “viver em um Estado democrático”

Assim que o prazo para o registro eleitoral terminar, em julho, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deverá ser questionado sobre a elegibilidade de candidatos com “ficha suja”. A tendência, segundo a Folha apurou, é aprovar a candidatura de tais políticos, a menos que tenham sido condenados e não haja recursos.
A posição é baseada na atual lei de inelegibilidades (lei complementar 64, de 1990). Segundo o texto, o candidato só poderá ser declarado inelegível se condenado criminalmente, com sentença transitada em julgado (sem possibilidade de recorrer), por prática de crime contra a economia popular, a fé pública, a administração pública, o patrimônio público, o mercado financeiro, por tráfico de entorpecentes e crimes eleitorais, pelo prazo de três anos, após o cumprimento da pena.
O TSE já julgou recursos de candidatos que tiveram candidatura negada. A situação, controversa, é recorrente no Tribunal Regional Eleitoral do Rio, onde a interpretação é baseada no “princípio da moralidade”.
Entre os casos negados que chegaram ao TSE, o de Eurico Miranda é o mais ilustrativo. Em 2006, o cartola do Vasco respondia a nove processos, oito penais e um por improbidade administrativa, entre os quais falsificação de documentos, crime contra o sistema financeiro e lesão corporal.
Com quatro favoráveis e três contrários, a candidatura foi aprovada. Daquele julgamento para hoje, quatro ministros foram substituídos. Dos três vencidos na ocasião, dois (José Delgado e Cesar Asfor Rocha) já não estão mais no TSE .
O único a favor do indeferimento da candidatura de Eurico que restou é o ministro do STF Carlos Ayres Britto, que a partir de maio presidirá a corte eleitoral. “De fato não existe um dispositivo expresso mandando aferir a vida pregressa do candidato, mas quando se analisa o sistema jurídico, a partir da Constituição, você percebe que a vida pregressa do candidato não é um indiferente jurídico, nem pode ser. Tem relevância jurídica sim”, disse.
Preço
O atual presidente da corte, Marco Aurélio Mello, e o ministro Marcelo Ribeiro, que participaram do debate em 2006, já mostraram que o simples fato de responder a processos não torna possível a inelegibilidade do candidato.
Ribeiro foi o relator do caso Eurico e orientou colegas pela aprovação da candidatura. Marco Aurélio segue a mesma linha: “Na antiga lei de inelegibilidades [lei complementar 5 de 1970], bastava o recebimento da denúncia para se chegar à inelegibilidade. Isso, em tempo de ditadura, possibilitava que ações movidas politicamente interferissem no processo eleitoral. Hoje, paga-se um preço por se viver em um Estado democrático e o preço é módico”.
Recentemente, em seminário sobre “eleições limpas”, o ministro Caputo Bastos também tratou do tema. Questionado, defendeu a criação de lei que contemple a exigência de bons precedentes. Afirmou, porém, que sem a definição jurídica de “bons precedentes”, uma interpretação baseada no princípio da moralidade ficaria dependente da visão de cada juiz.
A Folha apurou que os ministros Ari Pargendler e Felix Fisher concordam com Marco Aurélio, Caputo Bastos e Ribeiro. O único que poderia seguir Ayres Britto é o ministro Joaquim Barbosa, seu colega de STF. Seriam voto vencido.
domingo, 4 de maio de 2008
Bancos: atendimento a clientes e funcionários
Burras cheiasO
Fonte:SEEC/PE
terça-feira, 29 de abril de 2008
Teve ficha suja não se candidata
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Querem derrubar fidelidade e salvar 128 cassados
Seis meses depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) definir que o mandato pertence ao partido, e não ao eleito, deputados se movimentam em duas frentes para derrubar a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que regulamentou a fidelidade partidária.
A primeira delas é a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, na próxima semana, do projeto de decreto legislativo que anula a norma do TSE. A aprovação da proposta, que recebeu parecer favorável ontem do relator, é dada como certa na comissão.
Caso seja referendada pelos plenários da Câmara e do Senado, a proposição invalidará todos os 8,5 mil processos de perda de mandato por infidelidade partidária em tramitação na Justiça eleitoral. Mais do que isso: anulará as 128 cassações determinadas até o momento, estabelecendo uma verdadeira batalha entre o Legislativo e o Judiciário.
Fonte: Congresso em Foco
terça-feira, 1 de abril de 2008
Projeto Domingo Mulher


terça-feira, 25 de março de 2008
Cúpula do PDT faz exigências a futuros candidatos
O secretário nacional do PDT, Manoel Dias, afirmou que só serão permitidos os lançamentos de candidaturas às eleições de 2008 nos municípios onde existir uma sede física da legenda. ''Nas cidades sem núcleo de base, sem sede, não serão permitidas realizações de convenções municipais'', declarou Dias, de passagem por Curitiba no último sábado para a inauguração da Universidade Aberta Leonel Brizola. A exigência, segundo ele, deve evitar a candidatura de pessoas que não estão ligadas ideologicamente ao PDT.
segunda-feira, 24 de março de 2008
'TSE: Candidato deve ter site exclusivo para campanha
De acordo com a resolução, o candidato não é obrigado a usar a terminação "can.br", sendo facultado o uso de outros domínios. A página na internet pode ser mantida até a antevéspera do pleito, ou seja, até 3 de outubro.
Reportagem do G1 mostrou que aspirantes a prefeito e vereador são temas de inúmeras comunidades no site de relacionamentos Orkut e aparecem em vídeos no You Tube. A resolução não deixa claro se este tipo de propaganda é vetada. Do Portal G1.
domingo, 16 de março de 2008
Bahia: decisão do TRE beneficia 422 políticos
Em uma decisão inédita, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) da Bahia declarou inconstitucional a resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que regulamenta o processo de perda de mandato por infidelidade partidária. Com a decisão, 422 políticos estaduais, entre os quais seis vereadores de Salvador, que mudaram de partido após 27 de março do ano passado, ficam com os seus mandatos preservados.
A decisão que contestou a resolução do TSE foi apertada: quatro votos contra três. Coube à presidente do TRE baiano, desembargadora Lícia Laranjeira de Carvalho, o voto de desempate. Na última terça-feira (11), o TSE reafirmou que a decisão do órgão baiano é soberana. "O resultado foi uma vitória da Justiça", disse o vereador Palhinha, de Salvador, que trocou o PTN pelo PSB.
No entanto, segundo os juízes que participaram do julgamento, os partidos que se sentirem prejudicados podem recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal), onde tramita uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) sobre o mesmo tema. Em outubro do ano passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) confirmou que o mandato parlamentar pertence ao partido, mas considerou válidas as trocas efetuadas até 27 de março. De acordo com o órgão, as que ocorrerem após esta data estão sujeitas à cassação.
A data-limite, de 27 de março, foi definida em julgamento posterior porque foi nesse dia que o TSE respondeu a uma consulta do DEM dizendo que, em tese, o mandato é do partido, e não do parlamentar eleito pelo sistema proporcional (deputado federal, estadual e vereador).
Na Assembléia Legislativa da Bahia, a decisão do TRE pode beneficiar o deputado Sandro Régis (PR). Quando ele foi eleito, o PR fazia oposição ao PT, partido do governador Jaques Wagner. Com menos de seis meses de administração petista, o PR migrou para a base do governo, mas Sandro Régis continua na oposição. "Essa decisão abre a possibilidade para a minha mudança de partido principalmente porque quem mudou de lado foi o PR, e não eu", disse o parlamentar.
De acordo com os juízes do TRE baiano, a legislação eleitoral não pode ser respaldada por resolução, como fez o TSE, mas por meio de uma lei complementar. Durante o julgamento, os magistrados lembraram que o artigo 2º, que disciplina o TSE, estabelece que o órgão é competente para julgar fatos envolvendo deputados federais e que, em outros casos (vereadores, prefeitos e deputados estaduais), a competência é dos tribunais eleitorais estaduais.
A decisão do TRE da Bahia foi tomada depois de um julgamento contra três "infiéis". O juiz Pedro Azevedo argumentou que somente uma lei complementar pode alterar o que estabelece na Constituição.
Do Portal UOL.
sábado, 15 de março de 2008
PDT amplia convênios com Ministério de Lupi
Segundo a reportagem, 12 dos 13 municípios que assinaram os convênios nunca tinham recebido verbas do Ministério. Os acordos são, em geral, relativos a programas de qualificação e inserção de jovens no mercado de trabalho, como o Juventude Cidadã e o ProJovem. Os recursos desses projetos saem dos cofres do Tesouro Nacional.
Do Portal Terra.
quinta-feira, 13 de março de 2008
Notícias do Blog do Magno
Primeira pesquisa da Método sai na próxima semana
Este blog publica, na próxima semana, em parceria com a Folha de Pernambuco, a primeira pesquisa eleitoral sobre Recife contratada ao Instituto Método Pesquisa. Serão aplicados 600 questionários e os pesquisadores irão a campo neste final de semana. Também teremos as avaliações dos Governos Eduardo Campos e Lula, além de João Paulo, no Recife. O blog terá pesquisas também em praticamente todos os municípios da Grande Recife, Caruaru, Garanhuns e Petrolina.
segunda-feira, 10 de março de 2008
Vieira toma posse na presidência do PDT nesta terça

Vieira toma posse na presidência do PDT nesta terça
Vieira foi calorosamente aplaudido pelos pedetistas presentes e dividiu a coordenação dos trabalhos com o presidente do PDT gaúcho, Matheus Schmidt, com o exgovernador Alceu Collares e com o secretário-nacional do PDT, Manoel Dias, também presidente nacional da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini.
Vieira saudou o fato de que logo no primeiro dia após o anúncio de ocupará a presidência nacional do PDT estar em Porto Alegre reunido com os companheiros gaúchos.
Ele aproveitou para saudar Collares, Matheus Schmidt, e a todos os integrantes do PDT do Rio Grande do Sul, por terem reivindicado a vice-presidência nacional do PDT na última convenção do partido, e o terem indicado para a função. Ressaltou também a unidade do partido e o fato dele, Manoel Dias e Lupi tocarem “de ouvido” os assuntos do PDT, de tão integrados, porque são “da mesma escola, a brizolista”.
Vieira da Cunha fez questão de assinalar, depois de acusar a mídia de tentar provocar cizânia dentro do PDT – além de atacar Lupi – que as prioridades apontadas por Manoel Dias no discurso que o anteceu, também são suas prioridades. Especialmente a formação de quadros pela televisão, através da Universidade Leonel Brizola.
Depois dos pronunciamentos de Manoel Dias e Vieira da Cunha, o presidente do PDT gaúcho, Matheus Schmidt, abriu a palavra aos militantes que preparam teses para serem discutidas sobre a questão da soberania nacional. Os oradores se sucederam, entre eles o ex-governador Alceu Collares, que em trabalho intitulado “Trabalhismo”, discorreu sobre as crises cíclicas e históricas do capitalismo e seus desdobramentos na atualidade.
Collares atacou “o mundo da mentira” do sistema financeiro internacional e a política neoliberal que levou o governo brasileiro, já na gestão Lula, a pagar nos quatro anos de seu primeiro governo - 600 bilhões de reais em juros da dívida pública. “Sobra muito pouco para investimentos”, denunciou, acrescentando que o Banco Central se vangloriar de que pode, se quiser, pagar a dívida externa e ainda sobrar dinheiro é, na sua opinião, “a maior fraude, a maior corrupção praticada pelo BC e pelo atual governo contra o povo brasileiro”. Dirigindo-se a Manoel Dias, solidário com os esforços para a implantação da ULB em todo o Brasil, Collares brincou: “Manoel, assim ainda acabamos fazendo um partido político mesmo”.
Ao final da exposição de Collares, Manoel Dias pediu a colaboração direta dele para coordenar o grupo de economia que vai trabalhar no 4 Congresso do PDT e, posteriormente, apresentar propostas para orientar a atuação do partido no Congresso. Collares aceitou de imediato a missão e, consultando outros militantes que apresentaram teses vinculadas as questões da soberania nacional, marcou logo a primeira reunião para o grupo se reunir e discutir o assunto.
sexta-feira, 7 de março de 2008
Lupi tira licença do comando do PDT
Carlos Lupi
A Comissão de Ética Pública do governo recomendou, em dezembro, o afastamento do ministro da presidência do partido por considerar que as duas funções não podiam ser acumuladas. Em fevereiro, o presidente do órgão, Marcílio Marques Moreira, deixou o cargo, após Lupi ignorar a recomendação durante dois meses."Mesmo considerando que eu estou dentro da legalidade, garantida pelo constituição brasileira, eu não quero criar um constrangimento maior ao presidente da República de ele ter que fazer a opção," disse Lupi explicando a sua decisão
terça-feira, 4 de março de 2008
As lutas na Venezuela pelo socialismo bolivariano
Está a Revolução Bolivariana proporcionando uma alternativa ao capitalismo? Na realidade essa é a sua meta. E propôs um caminho único: um socialismo profundamente democrático como a única via para alcançar o total desenvolvimento humano que a Constituição Bolivariana da Venezuela enfatiza. Sem margem para dúvidas, Hugo Chávez conseguiu recuperar o “socialismo como tese, projeto e caminho, mas trata-se de um novo tipo de socialismo, humanista, que põe os seres humanos e não as máquinas ou o estado acima de tudo”. No entanto, no caminho para prosseguir com esse projeto haverá ainda muitas lutas.
No cerne deste novo socialismo do século XXI que surgiu na Venezuela está o conselho comunal (assente em 200-400 famílias nas comunidades urbanas e em 20-50 nas áreas rurais). Os conselhos, iniciados em 2006, ao diagnosticarem democraticamente as necessidades e prioridades das comunidades, são suficientemente pequenos para permitir o funcionamento em assembléia-geral em vez de representantes eleitos, e que eles sejam os corpos supremos de todas as decisões. E com a passagem dos recursos essenciais do nível municipal para o nível comunal, os conselhos têm sido considerados como a base não só da transformação das pessoas no decurso da mudança das circunstâncias, mas também da atividade produtiva baseada nas necessidades e nos propósitos comunais.
Depois da reeleição de Chávez em Dezembro de 2006, de uma campanha onde colocou explicitamente o tema da construção de um novo socialismo, os conselhos comunais foram identificados como a célula fundamental do socialismo bolivariano e a base para um novo Estado. “Todo o poder aos conselhos comunais!” foi designado como o quinto dos cinco motores que conduzem ao socialismo. A lógica é a da profunda descentralização na tomada de decisões e no poder. Tanto aqui como com o terceiro motor, “Moral e Luzes” (uma campanha educacional e ideológica), o tema que surge constantemente é a ênfases numa prática revolucionária para construir o socialismo. Citando Marx e Che Guevara, Chávez insiste em que é só através da prática que os novos seres humanos socialistas se produzirão (“Alô Presidente” nº 279, 27 de Março de 2007).
E o tipo de prática requerida não se baseia em interesses egoístas (a “infecção”, o vírus herdado do capitalismo) nem na produção com o propósito de troca mas, pelo contrário, na prática que produz diretamente para as necessidades da sociedade e que constrói a solidariedade. Neste aspecto, o terceiro motor necessário é a luta ideológica e as práticas democráticas transformadoras, encarnadas na explosão do poder comunal, definido como o quinto poder. São as duas faces da mesma moeda e completam-se uma à outra. Se não se considera a luta ideológica, a ênfases nas necessidades converte-se numa luta pela satisfação de velhas necessidades, próprias de valores gerados dentro da sociedade capitalista; sem práticas democráticas transformadoras, os recursos ideológicos só levam, por fim, a uma combinação de dominação e desencanto.
No entanto, não se concebe que a prática socialista ocorra apenas dentro das comunidades. Desde a sua reeleição, Chávez insistiu no que ele chama o “triângulo elementar” do socialismo: as unidades de propriedade social, a produção social e a satisfação das necessidades das comunidades. Proporcionará o capitalismo sapatos para os meninos pobres? O capitalismo, como sublinha Chávez, responde que o mercado é quem resolverá esse problema, mas no socialismo nós podemos planificar a produção de bons sapatos para as crianças que precisem deles. Chávez deu um passo em frente depois das eleições: ao mesmo tempo que continua a destacar a importância da participação operária, argumenta que ela não é suficiente; é necessário, por exemplo, orientar as cooperativas para a sua conversão, progressiva, em unidades de propriedade social que produzam diretamente para a satisfação das necessidades comunais. Portanto, a novo ênfases não é apenas sobre a produção social mas também sobre a propriedade social, e o garante da propriedade social (isto é, a propriedade da sociedade) deve ser o estado: “o estado social, não o estado burguês, nem o estado capitalista” (Alô Presidente nº 264, 28 de Janeiro de 2007).
Restam poucas dúvidas de que a batalha de idéias contra o capitalismo e a favor da criação de um novo socialismo, com novos valores está bem encaminhada. Não existe só uma crescente articulação das características do socialismo do século XXI, mas também há o desenvolvimento de uma consciência de massas, difundida através dos discursos televisionados de Chávez e a nova campanha ideológica.
Mas, só a ideia deste socialismo não pode afastar o capitalismo real. É preciso poder para fomentar as novas relações de produção, ao mesmo tempo que se cerceia a reprodução das relações de produção capitalistas. Ganhar a “batalha da democracia” e usar “a supremacia política para tirar, gradualmente, todo o capital à burguesia” mantêm-se presentemente como temas fundamentais, tanto como o foram quando Marx e Engels escreveram o Manifesto Comunista.
Usar o poder político para construir novas relações de produção
Na Venezuela está a acontecer mais do que uma batalha de idéias. Além da expansão dos sectores estatais do petróleo e indústrias básicas, a “nova era” que está a começar em 2007 já foi marcada pela nacionalização de sectores estratégicos, como as comunicações, a energia elétrica e a recuperação da posição dominante do Estado, onde anteriormente prevaleciam as firmas transnacionais. Além disso, a ofensiva contra o latifúndio foi retomada com a realização de várias confiscações de terras, e a criação de novas empresas estatais (incluindo as empresas mistas com empresas estatais de países como o Irão) para produzir meios de transporte, tal como tratores.
No entanto, é preciso muito mais: se a economia venezuelana vai ser transformada e libertada da sua dependência do petróleo, devem-se desenvolver novos sectores produtivos (na agricultura e na indústria) e uma nova infra-estrutura que possa abrir vastas regiões do interior do país. Os recursos estão ali, bem como uma numerosa classe trabalhadora desempregada ou que trabalha no sector informal (isto é, parte do exército de reserva). Se a Revolução Bolivariana é séria na prossecução deste processo de desenvolvimento extensivo, existe o perigo de que se crie uma tendência para planificar e administrar este processo a partir de cima, através do Estado.
Mas, onde encaixam a autogestão, a co-gestão dos operários, “formas de associação guiadas pelos valores da cooperação mútua e a solidariedade” enfatizadas na Constituição Bolivariana? De fato, a experiência do sector estatal não foi animadora: com exceção da empresa de alumínio ALCASA e da distribuição elétrica dos ANDES (CADELA), a gestão operária no sector estatal foi obstruída e retrocedeu nas chamadas indústrias estatais estratégicas (particularmente na PDVSA). Em vez de se iniciar um processo no qual os operários se fossem introduzindo na produção através da autogestão, foram dominados desde cima, através de padrões hierárquicos característicos do estado capitalista e das empresas estatais. E estes retrocessos desmoralizaram os operários militantes. Todas as tendências orientadas para o individualismo da velha sociedade (e isso na Venezuela significa a luta por captar benefícios econômicos) reforçam-se, confinando os trabalhadores ao desempenho do papel de adversários que têm em capitalismo.
Agora, a promessa é que este padrão mudará, que o motor Moral e Luzes, que envolverá tanto a educação ideológica como a formação em gestão dos trabalhadores de todas as empresas (através de uma transformação da jornada de trabalho que passe a incluir a educação), e que será aprovada uma lei que criará conselhos de trabalhadores em todas as empresas, não apenas com o objetivo de lhes entregar mais e mais funções de administração, mas também para que se orientem cada vez mais para as necessidades comunais.
Obviamente, estes temas são de grande impacto: trata-se de movimentos claros para a produção democrática, participativa e com protagonismo, o que é essencial para que as pessoas não continuem a ser os seres humanos fragmentados, mutilados que o capitalismo produz. Não obstante, na prática, a brecha entre as promessas vindas de cima e a concretização das promessas é amiúde muito significativa na Venezuela e, neste caso em particular, a experiência indica que há uma considerável resistência dos gerentes e dos ministros à perda do controlo.
Infelizmente, não há um sujeito coletivo unificado exigindo o controle dos operários desde baixo que resolva este problema e torne realidade as promessas. Não só é pouca a classe operária que está fora do setor estadual (devido ao padrão de desenvolvimento econômico e ao neoliberalismo da última metade do século passado), mas também devido às lutas entre as facções do movimento operário chavista (UNT) impediu, de fato, que a classe operária organizada seja, para já, um ator importante.
Criando o trabalhador coletivo para si
Quem são, então, os sujeitos deste processo revolucionário? Se pensarmos que os conselhos comunais são os lugares onde as pessoas não só produzem soluções para as suas necessidades, mas onde também se produzem a si mesmas como trabalhadores e trabalhadoras coletivos, é possível ver um nexo definido entre os dois motores (a Explosão do Poder Comunal e Moral e Luzes) e a outra grande campanha deste momento: a criação do novo partido socialista unido.
“A Explosão do Poder Comunal” e o processo de criação deste novo partido têm muito em comum. Ambos estão mobilizando muitas pessoas e têm um inimigo comum: o clientelismo e a corrupção que continuam a infectar a Quinta República; ambos são, potencialmente, um desafio que no partido e no estado sentem que o desenvolvimento das capacidades e inteligência das massas não é tão premente como o desejo de acumulação de poder e comodidades para as suas famílias; e ambos refletem a ligação entre Chávez e as massas, uma dialética na qual Chávez apela abertamente as pessoas para tomarem o poder (”a multidão, a multidão”) e, por sua vez, ele é impelido pelas necessidades e exigências desse mesmo povo.
Mas, o que é que se passa com as relações de produção socialistas? Na medida que os dois motores e a construção do Partido Socialista Unido da Venezuela (provisoriamente denominado PSUV) consigam desenvolver as capacidades e a inteligência das massas e fortaleçam uma nova relação social de produtores coletivos, esta relação invadirá, inevitavelmente, a esfera da produção. Serão as mesmas as pessoas que se converterão “em objeto e sujeito do poder” nas suas comunidades e não estarão dispostas a aceitar menos nos seus locais de trabalho que na sociedade. De fato, o processo já está a começar, quando se articulam os conselhos comunais, tanto com as cooperativas locais como com as empresas estatais, para que a produção direta satisfaça as necessidades locais. Na medida em que os conselhos comunais e os conselhos dos trabalhadores comecem a coordenar as suas atividades, os produtores coletivos estarão bem encaminhados para tomar posse da produção.
Obstáculos no caminho
No entanto, o êxito deste processo, decididamente, não é inevitável. Há, como sempre houve na Revolução Bolivariana, poderosas tendências que apontam na direção oposta. Não só existe o afã de ministros do governo e de gerentes em importantes sectores do estado para planificar e dirigir tudo a partir de cima (um padrão que paralisou com êxito alguns movimentos de trabalhadores independentes), como continua uma cultura de corrupção e clientelismo que podem ser a base para o surgimento de uma nova oligarquia. Há também uma clara tendência a favor do estímulo ao desenvolvimento de uma classe capitalista doméstica, como uma das pernas com a qual a Revolução Bolivariana deve caminhar no futuro imediato.
Hoje em dia, naturalmente, nenhum chavista argumenta abertamente que o socialismo do século XXI deveria depender do capital. Pelo contrário, todos insistem em que, neste momento, o processo exige que a Revolução Bolivariana domestique o capital privado, através da “condicionalidade socialista” estabelecendo, por exemplo, novas regras gerais como condições sob as quais o capital privado possa servir a revolução. Nas suas melhores versões, isto pode ver-se como um processo de transição, esse processo de fazer “incursões despóticas” ou tirar, “gradualmente, todo o capital à burguesia”. Certamente que, medidas como abrir os livros, investir nos conselhos de trabalhadores com poder, exigir a prestação de contas perante os conselhos comunais e transformar a jornada de trabalho através da introdução da educação para a gestão dos trabalhadores, introduzem uma lógica estranha ao capitalismo: a lógica de novas relações de produção socialistas dentro das empresas capitalistas.
No entanto, os sinais que têm sido enviados têm sido confusos, tanto por falta de clareza, como pela própria natureza destas regras gerais. A mensagem “realista” de que provavelmente a Venezuela terá uma “economia mista” por muito tempo, de que existe um espaço para o capital privado na Revolução Bolivariana, e de que um compromisso por parte do capital de servir os interesses das comunidades será uma condição suficiente para ter acesso a negócios com o estado e a créditos estatais, trouxe consigo a formação de organizações como a CONSEVEN, “Confederação de Indústrias Socialistas”, e outras organizações capitalistas privadas, muito atarefadas a definir o capital privado como propriedade socialista. Do que se fala nas reuniões dos capitalistas chavistas, nos diferentes lugares do país, é de “socialismo produtivo”, e que este necessita de capitalistas privados, como parte do modelo socialista.
Neste caso, em vez do “triângulo elementar” do socialismo (unidades de propriedade social, organizadas pelos trabalhadores através da produção social, em função da satisfação de necessidades das comunidades), o que se fortalece é o “triângulo capitalista” (propriedade privada dos meios de produção, exploração de trabalhadores assalariados, em função da procura do lucro). Por muito forte que seja a linguagem da responsabilidade, a procura do lucro domina, e o compromisso com a comunidade converte-se, de fato, num simples “imposto”, e participação dos trabalhadores converte-se em ações destes da empresa, com o objetivo de os induzir a produzir lucros. Como se pode ver com a decepcionante experiência das Empresas de Produção Social que seguiram esta matriz, o capital aceita, como condições, estas limitações, para garantir o seu direito a explorar e gerar lucros, até que seja suficientemente forte para impor a condicionalidade capitalista.
A Revolução Bolivariana, como todos os processos revolucionários, produz os seus próprios coveiros. Se se fomenta a infecção da lógica do capital, a Revolução Bolivariana não avançará com as duas pernas mas, em vez disso, retrocederá apenas com uma. Se reconhecemos que esta tendência está a florescer dentro do processo e a isso acrescentarmos que continua o padrão do clientelismo e da corrupção, os restantes enclaves do poder capitalista (na banca, o processo de importações, a posse da terra e dos media), e a constante presença e ameaça do imperialismo estadunidense, é óbvio que a luta pelo socialismo na Venezuela deve enfrentar enormes dificuldades.
A Dialética revolucionária
E no entanto, ela move-se. A Revolução Bolivariana superou constantemente as barreiras que se lhe colocaram e desenvolveu-se qualitativamente em processo, precisamente pela dialética que existe entre a liderança e o movimento de massas. Por este motivo, o desenvolvimento para si do trabalhador coletivo através da explosão do poder comunal, a campanha ideológica Moral e Luzes e da mobilização, a partir das bases, para um novo partido são essenciais para os primeiros passos. O apoio das massas e a decisão da liderança bolivariana de seguir em frente em lugar de ceder ao capital empurram a revolução para a frente.
Num espaço de tempo relativamente curto, a Revolução Bolivariana percorreu um longo caminho. Todavia, enfrenta ainda muitos problemas e o seu êxito terá de ser uma conseqüência da luta. Não é só da luta contra o imperialismo estadunidense, o campeão mundial da barbárie, que se sente ameaçado por uma qualquer conjectura de poder surgir uma alternativa ao seu mandato. Não é só a luta contra a oligarquia interna, com os seus enclaves nos meios de comunicação, nos bancos, nos sectores de processamento de alimentos e o latifúndio. A luta verdadeiramente difícil, como argumentei no meu livro “Construamo-lo agora. O Socialismo para o Século XXI”, está dentro da própria Revolução Bolivariana: entre uma possível nova oligarquia bolivariana e as massas excluídas e exploradas.
A lição da Venezuela precisa de ser entendida e amplamente difundida: a sua ênfases no desenvolvimento humano e na prática revolucionária, as suas missões sociais em educação e saúde e a criação dos conselhos comunais como a base para um estado democrático revolucionário, podem ajudar a inspirar as massas noutros lugares do mundo e criar as condições para que surja uma liderança revolucionária. Mas a verdadeira lição da Revolução Bolivariana, no entanto, é mostrar o que pode acontecer quando se dá uma dialética entre as massas que compreendem que há uma alternativa e uma liderança revolucionária preparada para lutar em vez de ceder.
Michael Lebowitz Professor Universitário, Vancouver, Canadá.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Infeliz afirmação do Magno
"Xô, corrupção!
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Cristovam cobra pagamento da "dívida social"

Do JB Online.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Lupi divulga nota e desmente jornalista
NOTA OFICIAL
Desmentindo a matéria “Agilidade no Trabalho – Lupi libera verbas para ONG ligada à Força Sindical um dia após parecer contrário”, publicado pelo Jornal O Globo no último sábado, 16 de fevereiro, apresento os seguintes argumentos:
1- Desafio o repórter comprovar minha assinatura no referido convênio, conforme afirmou em sua matéria.
2- Em nenhum momento a Consultoria Jurídica deste Ministério “deu parecer contrário” ao referido convênio. Houve ressalvas e todas foram sanadas, de acordo com a legislação vigente, pela Secretaria de Políticas Públicas de Emprego – SPPE – órgão responsável pela celebração do referido convênio.
3- Faltando com a verdade, o repórter afirma que os recursos do convênio seriam destinados apenas a três cidades administradas pelo PDT. O repórter – mesmo de posse de documentos – esqueceu de informar ao público que o convênio atenderia, democraticamente, oito cidades, num total de 6.840 vagas de cursos profissionalizantes, demonstrando, neste caso, a veia tendenciosa da referida reportagem. Deixando clara ainda sua total falta de zelo com a informação, errou ao enumerar as referidas Prefeituras, fato esse que esclarecemos neste momento.
- Bertioga – Administrada pelo PR -Cubatão – Administrada pelo PR -Guarujá – Administrado pelo PDT -Indaiatuba – Administrada pelo PDT -Itu – Administrada pelo PV -Praia Grande – Administrada pelo PSDB -Sorocaba – Administrada pelo PSDB -Valinhos – Administrada pelo PMDB