Recentemente houve uns assaltos a lojas comerciais aqui em São Lourenço da Mata. Esse fato trouxe à tona novas movimentações sobre a violência na Cidade. A mobilização contou com o Comando do 20º Batalhão de Polícia, sediado na Cidade, da Policia Civil local, da CDL e outros segmentos sociais. Houve excelente cobertura da Imprensa local. Foi uma boa discussão sobre o tema.
Entretanto fico apreensivo acerca das providências que cada um imagine que devem ser tomadas. Entendo que a violência tem infinitamente muitas causas que deverão ser estudadas, identificadas e que sejam planejadas ações para o seu combate. Não será por canetada, contingente policial, número de viaturas, câmeras de vigilância ou quaisquer ordens de repressão que vai acabar a marginalidade que é uma das formas de violência mais gritante em nossos dias. Ações de repressão, principalmente, as pontuais, tende “exportar” ações criminosas para outras regiões. Isso, com certeza provocarão relocalização da marginalidade.
O trabalho constitucional da polícia é necessário e salutar. Os convênios das entidades comerciais com as polícias ajudam. Mas, essencialmente, não combatem efetivamente as causas da violência. Num país como o Brasil que, historicamente, pouco investiu para evitar o surgimento dos bolsões de pobreza, do desemprego, da desesperança e da miséria, seria justo que hoje a sociedade entendesse que todos têm uma dívida social com esses problemas, principalmente os grandes conglomerados econômico-financeiros e os detentores do poder. Eles sabem: as grandes causas da violência são mazelas sociais que estão levando nossos jovens ao caminho do crime.
Os grandes jornais da Capital estampam: 330 NOVAS VIATURAS E 848 NOVOS SOLDADOS JÁ ESTÃO EM CIRCULAÇÃO NAS RUAS. Li As matérias. Só tratam de números da violência, da repressão, do efetivo, de cães, carros de polícia, patrulhamento, etc, etc. O Governo vem fazendo seu papel, a Polícia está desempenhando sua função constitucional. O governo do Estado tem um programa intitulado “Pacto pela Vida”. No entanto necessitamos de um “Pacto Social” com as entidades civis para, juntos aportar investimentos em obras sociais de combate à violência. Essa tarefa pode ser proposta pelas associações e federações do comércio, da indústria e dos serviços. Esses segmentos poderiam também, propor parcerias com entidades religiosas, comunitárias, sindicais e outras. Com certeza que uma discussão nesse nível poderia trazer melhores resultados, mesmo que a médio ou longo prazo. Por que não começar em São Lourenço da Mata? Poderia.
As propostas até então apresentadas sobre o tema em São Lourenço nos parece uma visão simplista sobre os remédios encontrados no combate à violência na Cidade. Penso que investir tão-somente em projetos fiscalizadores e de repressão, é paliativo e fonte para estatísticas, mesmo assim, localizadas. Na minha concepção devemos nos voltar, a apoiar os projetos de desconcentração de renda, com a implementação do Educacionismo, profissionalização dos jovens e formação de cidadania das novas gerações.
Numa entrevista escutei o Major Wilton, Comandante do 20º Batalhão, além de afirmar que não dispunha de efetivo suficiente para patrulhar a especificamente o Centro de São Lourenço e que teria que deslocar policiamento de outras áreas. Afirmou: "Política de segurança não pode ser política de governo, deve ser política de Estado. Todo processo tem que ter continuidade e não adianta querer politizar o tema".
E, como diz o ditado popular, “para um bom entendedor meias palavras bastam”.
Escrito por Adeildo Santos
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terça-feira, 25 de dezembro de 2007
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Favela da Maré ganha tele-sala da Universidade Leonel Brizola

Mais de 60 pessoas estiveram presentes nesta quinta-feira (13/12), a partir das 16 horas, na inauguração da tele-sala “Che Guevara” da Associação de Moradores da Vila do João, no Complexo da Favela da Maré, no Rio de Janeiro. Após conversa ao vivo entre Manoel Dias, presidente nacional da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP) e secretário nacional do PDT e Jorge Peters, apresentador da programação da Universidade aberta Leonel Brizola (ULB), com a participação do vereador Jorge Bernardi, de Curitiba, Manoel expôs sua alegria com a criação de uma tele-sala no Complexo da Maré.
Logo em seguida falou Tadeu Calazans, presidente da 161ª. Zonal do PDT, que abrange a área da Maré, sobre a importância daquele equipamento para a comunidade local para resgatar a auto-estima dos moradores. Segundo Calazans, a tele-sala permitirá debates e aulas, criando novas lideranças que se empenharão em conseguir mais atenção dos poderes públicos para o Complexo da Maré, seguindo a herança do brizolismo.
O evento – promovido pelo Diretório Municipal do PDT da Cidade do Rio de Janeiro - contou com a presença, entre outros, do presidente nacional da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP), Manoel Dias, do secretário-geral do PDT municipal, Jorge Vieira; do presidente nacional da JS-PDT, Luizinho Martins e do representante da FLB-AP estadual, Wendel Pinheiro, e do presidente da FLB-AP municipal, Paulo Cruz. Também compareceu Adriana Calazans, pré-candidata à vereadora e liderança local.
Um dos oradores, Wendel Pinheiro, ressaltou:
A criação da tele-sala é um esforço que se faz. Significa prover aos alunos da ULB uma formação política para transformar a realidade da Maré, seguindo as bandeiras populares do trabalhismo. A fundação se coloca a disposição para ministrar cursos a todos os que lutam por um Rio mais humano e igual.
O presidente nacional da JS-PDT falou sobre a necessidade de não apenas os jovens, mas toda comunidade - participar dos cursos de formação política e das aulas à distância. Mencionou também a importância de resgatar as ações de Brizola através dos cursos.
Jorge Vieira, em seguida, agradeceu a cada um dos presentes, mencionando a luta dos filiados do PDT na Vila do João e, sobretudo, o fato da tele-sala se chamar Che Guevara:
Assim como Brizola, Che Guevara significou a renúncia da comodidade em prol da América Latina. Ele defendeu o socialismo no sentido de dar a democracia a quem merece: o povo. “Che” é o retrato de que sonhar com um mundo novo é possível, contra o imperialismo e quaisquer outras formas de dominação.
Adriana Calazans também falou de sua satisfação com a inauguração da tele-sala, que considera “passo importante para a Vila do João, que terá novos horizontes e perspectivas”.
Fechando o ato, Manoel Dias ressaltou a necessidade de expandir ainda mais as atividades da ULB na comunidade, como forma de reocupar o espaço perdido pelo PDT na comunidade. Para Manoel, estender a ULB ao Complexo da Maré significa “recuperar o espaço privilegiado que o PDT teve com Brizola e devolver a dignidade aos moradores”. Ele considerou fundamental organizar grupos de interesse para difundir os ideais do trabalhismo “e propagar a doutrina popular e nacionalista”. O evento terminou às 18:30h, com uma festa a seguir.
Logo em seguida falou Tadeu Calazans, presidente da 161ª. Zonal do PDT, que abrange a área da Maré, sobre a importância daquele equipamento para a comunidade local para resgatar a auto-estima dos moradores. Segundo Calazans, a tele-sala permitirá debates e aulas, criando novas lideranças que se empenharão em conseguir mais atenção dos poderes públicos para o Complexo da Maré, seguindo a herança do brizolismo.
O evento – promovido pelo Diretório Municipal do PDT da Cidade do Rio de Janeiro - contou com a presença, entre outros, do presidente nacional da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP), Manoel Dias, do secretário-geral do PDT municipal, Jorge Vieira; do presidente nacional da JS-PDT, Luizinho Martins e do representante da FLB-AP estadual, Wendel Pinheiro, e do presidente da FLB-AP municipal, Paulo Cruz. Também compareceu Adriana Calazans, pré-candidata à vereadora e liderança local.
Um dos oradores, Wendel Pinheiro, ressaltou:
A criação da tele-sala é um esforço que se faz. Significa prover aos alunos da ULB uma formação política para transformar a realidade da Maré, seguindo as bandeiras populares do trabalhismo. A fundação se coloca a disposição para ministrar cursos a todos os que lutam por um Rio mais humano e igual.
O presidente nacional da JS-PDT falou sobre a necessidade de não apenas os jovens, mas toda comunidade - participar dos cursos de formação política e das aulas à distância. Mencionou também a importância de resgatar as ações de Brizola através dos cursos.
Jorge Vieira, em seguida, agradeceu a cada um dos presentes, mencionando a luta dos filiados do PDT na Vila do João e, sobretudo, o fato da tele-sala se chamar Che Guevara:
Assim como Brizola, Che Guevara significou a renúncia da comodidade em prol da América Latina. Ele defendeu o socialismo no sentido de dar a democracia a quem merece: o povo. “Che” é o retrato de que sonhar com um mundo novo é possível, contra o imperialismo e quaisquer outras formas de dominação.
Adriana Calazans também falou de sua satisfação com a inauguração da tele-sala, que considera “passo importante para a Vila do João, que terá novos horizontes e perspectivas”.
Fechando o ato, Manoel Dias ressaltou a necessidade de expandir ainda mais as atividades da ULB na comunidade, como forma de reocupar o espaço perdido pelo PDT na comunidade. Para Manoel, estender a ULB ao Complexo da Maré significa “recuperar o espaço privilegiado que o PDT teve com Brizola e devolver a dignidade aos moradores”. Ele considerou fundamental organizar grupos de interesse para difundir os ideais do trabalhismo “e propagar a doutrina popular e nacionalista”. O evento terminou às 18:30h, com uma festa a seguir.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

fina ou roupa simples, andar de carro ou de ônibus, morar em casa grande ou pequena, ter renda alta ou baixa, ser um rico proprietário ou pequeno proprietário. Mas não pode existir “saúde de rico” e “saúde de pobre”, nem “escola de rico” e “escola de pobre”. Se a escola for igual, o atendimento médico tende a se igualar entre as pessoas de classes sociais diferentes. Por isso, o centro da transformação do Brasil em uma república decente está na escola igual para todos. Essa deve ser a meta daqueles que, ao longo de anos, lutam como militantes de esquerda por um Brasil livre, justo, eficiente. Antes, lutavam pela estatização do capital, a desapropriação de propriedade, a igualdade de renda. Isso não é possível hoje, nem é eticamente necessário. A utopia da esquerda, socialista ou não, é uma escola igual para todos. O que faz uma sociedade ética é o acesso igual à educação, independentemente da renda dos pais, do tamanho da cidade e da região onde mora cada criança. Para o Nordeste, essa visão é fundamental para a luta pela derrubada do muro que nos separa das regiões desenvolvidas.
Durante décadas, acreditamos que o papel da Sudene era ajudar o setor privado a implantar indústrias, criar empregos, aumentar a renda. A educação de base nunca foi um objetivo da Sudene e nem do desenvolvimentismo. Quarenta anos depois, o resultado é a tragédia retratada na enorme diferença dos resultados educacionais entre as escolas do Nordeste e aquelas do Sudeste e do Sul. A conseqüência é o confinamento histórico da região. Mesmo com todos os resultados positivos que venham de siderúrgicas, refinarias, estradas e portos, a Região continuará atrasada se não houver uma revolução na educação das crianças nordestinas, que lhes assegure escolas tão boas quanto as escolas das demais regiões do Brasil.
Se, 40 anos atrás, o Nordeste tivesse feito uma revolução educacional, com apenas uma parte dos recursos investidos em projetos industriais e agrícolas, certamente a distribuição de renda entre os Estados brasileiros seria bem diferente. Ainda mais diferente seria a distribuição da renda entre pessoas dentro da região. Daqui para frente, essa opção será ainda mais determinante.
O capital do futuro é o conhecimento. Não haverá desenvolvimento somente com capital financeiro para comprar máquinas e contratar os operários desempregados que estejam na porta das fábricas. O capital investido agora vai exigir mão-de-obra qualificada, não mais operários, e sim operadores, o que exige uma formação mais qualificada. Enquanto convivermos com o trágico quadro educacional do Nordeste, a região não mudará sua situação de atraso. Por isso, o esforço desenvolvimentista deve dar prioridade absoluta à revolução educacional. Os Estados e municípios nordestinos precisam definir como meta a verdadeira universalização da educação de base: não só na matrícula, mas sim na permanência, aprovação e aprendizagem até o final do ensino médio, em escolas iguais, com a máxima qualidade.
Nosso objetivo é que, no prazo possível, nossos jovens tenham o mesmo nível educacional dos jovens das regiões mais desenvolvidas do País. O educacionismo é o novo nome do desenvolvimento. E isso só será possível com a federalização da qualidade e dos recursos aplicados na educação.
Cristovam Buarque é professor da Universidade de Brasília e senador pelo P DT -DF.
Fonte; Jornal do Commercio(PE)
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
José Alves migra para o PDT
Recife-PE - O deputado José Alves comunicou ontem, na Alepe, a filiação ao PDT. O parlamentar, que pertencia ao PAN, declarou que as duas legendas têm a mesma filosofia. José Alves destacou que a decisão teve como objetivo cumprir uma exigência regulamentar. "Faço isso por não ter conseguido contornar a decisão judicial sobre a cláusula de barreira", ponderou. O deputado José Queiroz, líder do PDT na Casa, saudou José Alves e anunciou que o novo componente assume a vice-liderança do partido na Assembléia. Segundo Queiroz, o deputado José Alves vai enriquecer a legenda em Pernambuco. "Tenho certeza de que ele dividirá as responsabilidades para darmos continuidade ao trabalho do partido", afirmou. O líder do Governo, deputado Isaltino Nascimento (PT), desejou boas-vindas, em nome da bancada. "O deputado é uma pessoa sensata e equilibrada. Ele estava à frente do PAN e, hoje, ingressa no PDT, partido que compõe a base de sustentação do Poder Executivo nesta Casa", afirmou.
Fonte: Rede PDT Brasil
Um gênio faz 100 anos

Rosane de Oliveira/Zero Hora
Fonte: Rede PDT Basil
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Assessoria Técnica
PDT dispõe na Câmara dos Deputados de Assessoria Técnica, composta por profissionais com experiência nas mais diversas áreas do conhecimento (Direito, Economia, Ciências Sociais, Jornalismo, Matemática, Orçamento Público, Relações Exteriores, entre outras). Nossa principal atribuição é assessorar tanto a Liderança quanto a Bancada do PDT em sua atuação parlamentar nessa Casa Legislativa. O trabalho desenvolvido, ao longo das últimas legislaturas, pela Assessoria Técnica merece destaque pela oportunidade de subsidiar a atuação dos parlamentares do PDT na discussão e deliberação de diversas matérias, tais como: quebra do monopólio estatal do petróleo, das telecomunicações, da navegação de cabotagem; reeleição dos ocupantes de cargos de Chefe do Poder Executivo, reforma administrativa, reforma da previdência social, lei de diretrizes e bases da educação nacional, plano nacional de educação, código nacional de trânsito, lei de patentes, lei de cultivares, lei orgânica dos partidos políticos, legislação eleitoral, reforma política e tributária, CPMF, reforma do Poder Judiciário, lei sobre os planos privados de assistência à saúde, urna eletrônica, instituição do fundo social de emergência, lei ambiental, legislação dos direitos humanos, segurança pública, lei dos estrangeiros, lei dos juizados especiais, sistema financeiro imobiliário, lei de responsabilidade fiscal etc. Ao disponibilizarmos aos pedetistas e simpatizantes alguns desses e outros trabalhos, ressaltamos que o conteúdo, de cunho absolutamente técnico, pode não espelhar o pensamento predominante do PDT, razão pela qual a produção intelectual é de nossa total responsabilidade. Assim, convidamos o internauta a conhecer nosso trabalho e, como numa via de duas mãos, trocarmos informações - críticas, dúvidas, sugestões, perguntas e respostas. São contribuições que nos ajudarão a aprofundar o debate de importantes temas que movimentam o cenário político do País.
Luiz Carlos Kreutz Coordenador da Assessoria Técnica do PDT
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Responsabilidade do Eleitor

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